Painel Brasileiro da Obesidade
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World Economic Forum calcula que a cada R$ 1 investido, o retorno é de R$ 3 a R$ 6
André Derviche Carvalho
25 de ago de 2026 (atualizado 25 de ago de 2026 às 14h52)
O World Economic Forum estima que o retorno sobre o investimento na saúde do trabalhador pode ter um retorno de até seis vezes. Os ganhos aparecem na produtividade do trabalhador e na redução de custos no longo prazo, principalmente. Assim, programas de promoção de saúde no ambiente de trabalho tornam-se ferramentas relevantes na prevenção e tratamento da obesidade.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% da população adulta no Brasil enfrenta sobrepeso ou obesidade. Como o trabalho muitas vezes ocupa a maior parte do dia da população, seu ambiente é central para a formação de hábitos. Principalmente no que se refere à alimentação saudável e atividade física.
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“Transformar o trabalho em um ambiente saudável não é um benefício, é uma estratégia para liderança, cultura e integração”, defende Fabiana Fiuza, nutricionista da Gerência de Bem-Estar e Saúde Mental do Hospital Israelita Albert Einstein.
LEIA TAMBÉM: Obesidade pode custar R$ 60,5 bilhões por ano ao Brasil em 2033
Na prática, Fabiana explica que as iniciativas devem partir da equipe gestora das organizações. É preciso criar iniciativas contínuas e sustentáveis, ou seja, não podem ser somente campanhas pontuais de saúde. Somente assim as empresas conseguem formar hábitos saudáveis em seus colaboradores.
Para isso, gestores precisam atentar-se às demandas dos colaboradores, principalmente quando se fala em prevenção da obesidade. “A principal demanda dele não entra como obesidade. Entra como dor, problemas gástricos, qualquer coisa menos obesidade. Isso é estigma e breca o acesso. A obesidade ainda não é vista como um problema real”, explica Fabiana.
LEIA TAMBÉM: Impacto da obesidade no trabalho passa por queda de produtividade
Um levantamento da Novo Nordisk, com base no Atlas da Obesidade e em estudos publicados na BMJ Global Health, indicou que, até 2060, o Brasil será a sétima economia com maiores gastos relacionados à obesidade. O impacto econômico pode chegar a US$ 218,2 bilhões, ou 4,66% do PIB brasileiro.
Os principais impactos da obesidade na saúde do trabalhador são o presenteísmo, quando o colaborador aparece no ambiente de trabalho, mas tem a produtividade afetada, e absenteísmo, quando, de fato, há ausência no trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que uma alimentação inadequada no ambiente de trabalho pode reduzir em até 20% a produtividade. Além disso, há ampliação dos gastos de empresas com saúde suplementar.
“Empresas têm que olhar para isso como investimento com retorno. A empresa não só reduz custos, mas vai construir equipes mais saudáveis, produtivas e humanas”, diz Fabiana.
Em live do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), Fabiana apresentou o trabalho da Gerência de Bem-Estar e Saúde Mental do Hospital Israelita Albert Einstein. Confira os componentes:
Assim, para prevenir doenças como obesidade, é preciso considerar o quanto o ambiente influencia no comportamento do indivíduo. Por isso, o ambiente de trabalho precisa favorecer boas escolhas alimentares, como refeições saudáveis, e a prática de atividade física.
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