Painel Brasileiro da Obesidade
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Gestão municipal aumentou em cerca de 125% a presença de nutricionistas na Atenção Primária à Saúde
André Derviche Carvalho
3 de ago de 2026 (atualizado 3 de ago de 2026 às 22h51)
O número de pessoas com obesidade na cidade de São Paulo aumentou nos últimos anos. De acordo com o Inquérito de Saúde (ISA) municipal, a prevalência da obesidade passou de 20,5% para 27% entre 2018 e 2024. O aumento de sete pontos percentuais aponta para os desafios de controle da doença na maior cidade do país.
Em live do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), uma iniciativa do Instituto Cordial, Josie Miranda, da Área Técnica de Saúde Nutricional da Secretaria Municipal de Saúde, falou sobre as dificuldades de manejo na gestão pública.
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Um dos desafios apontados para conter a prevalência da obesidade está relacionado às compras públicas. Unidades de saúde nem sempre contam com equipamentos que comportam pacientes com obesidade, o que inviabiliza o cuidado.
Segundo Josie, a questão vai além do caixa dos municípios: “Muitas vezes o município tem dinheiro para a compra, mas o mercado não está preparado para isso. Essa discussão precisa ser ampliada. As empresas que fornecem equipamento precisam se ajustar a essa demanda”.
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Além disso, o manejo da obesidade em uma metrópole como São Paulo enfrenta uma série de outros obstáculos. A rotina exaustiva de trabalho e a desigualdade de renda, por exemplo, afastam boa parte da população da alimentação saudável.
A distância para ou até mesmo a ausência de espaços de lazer, por sua vez, impede a prática de atividade física. Assim, é papel da gestão pública promover políticas de acesso à alimentação saudável, com a redução de ultraprocessados, e de incentivo à atividade física.
Diante desse cenário, a cidade de São Paulo conta com uma série de ações para ampliar a prevenção e o manejo da obesidade. Por exemplo, há uma série de pactuações e agendas no âmbito da saúde pública, inclusive com metas concretas. Conheça algumas:
Para lidar com essa questão , o município promove capacitação de profissionais de saúde para antropometria, medida essencial para garantir um diagnóstico mais preciso da obesidade em São Paulo. As medidas também incluem compra de equipamentos específicos para atender as pessoas com obesidade, contratação de nutricionistas na APS (foi de 180 para 405, entre 2020 e 2025, aumento de 125%) e ampliação do monitoramento da doença.
Outro ponto importante é o fortalecimento de programas já existentes, como o Avança Saúde, o e-Multi (grupos multidisciplinares que integram o SUS) e as Academias da Saúde, que promovem atividade física em UBSs e em outros espaços públicos.
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