Painel Brasileiro da Obesidade
Hoja de publicación
Nome da publicação: Efficacy of an intervention in the nutritional status and consumption of ultra-processed foods in children with obesity treated in primary health care in Brazil
Autores: Mariana Zogbi Jardim, Daniela Silva Canella, Ariene Silva do Carmo, Luana Lara Rocha, Lúcia Helena Almeida Gratão, Diana Barbosa Cunha, Milene Cristine Pessoa, Larissa Loures Mendes
Fuente: BMC Nutrition
Publicado en: 2026
Tipo de archivo: Artigo de periódico
Tipo de estudio: Ensaio clínico
Effectivechildhood obesity management requires multicomponent interventions in Primary Health Care (PHC), engaging families, communities, and healthcare professionals to foster healthier behaviors. The intervention effectively reduced UPF consumption. Although no BMI/age reduction was observed, it contributed to weight maintenance and should be considered in PHC childhood obesity strategies.
Conteúdo exclusivo para assinantes
Conheça os planos de assinatura aqui
A obesidade infantil é um desafio de saúde, pelos impactos duradouros sobre o crescimento, o bem-estar e o risco de doenças crônicas ao longo da vida. No Brasil, a elevada prevalência de obesidade em crianças e os custos crescentes para o Sistema Único de Saúde (SUS) reforçam a necessidade de estratégias efetivas de cuidado, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS).
Avaliar o efeito de uma intervenção realizada na APS, sobre o consumo de alimentos ultraprocessados e o estado nutricional de crianças com obesidade
O estudo demonstra um acompanhamento multicomponente de crianças com obesidade na Atenção Primária à Saúde (APS), realizado ao longo de 9 meses. O grupo intervenção recebeu atendimentos individuais com nutricionistas, atividades de Educação Alimentar e Nutricional em grupo e no domicílio e monitoramento remoto (telefone/WhatsApp). Essa intervenção foi capaz de produzir mudanças relevantes no padrão alimentar dessas crianças, especialmente na redução do consumo de alimentos ultraprocessados ao longo do acompanhamento. Sendo fundamental para prevenir desfechos cardiometabólicos negativos e estabilizando o peso durante o crescimento, possibilitando uma melhora progressiva do estado nutricional sem estratégias restritivas prejudiciais ao desenvolvimento infantil. Além disso, o acompanhamento contínuo dessas crianças esteve associado à redução do IMC/idade ao longo do tempo. Isso indica que o acesso a algum grau de cuidado estruturado e acompanhamento longitudinal na APS já gera benefícios para o controle do excesso de peso infantil. Dessa forma, o estudo evidencia fragilidades na organização da linha de cuidado da obesidade infantil na APS, mas também o potencial quando intervenções sistematizadas são implementadas. O manejo da obesidade infantil deve priorizar abordagens multicomponentes, que integrem alimentação, atividade física, comportamento sedentário, sono, saúde mental e, sobretudo, o envolvimento da família e do ambiente em que a criança vive. As políticas e práticas de cuidado devem evitar culpabilização, estigmatização e foco exclusivo no peso corporal, valorizando mudanças comportamentais sustentáveis e o cuidado longitudinal.