Painel Brasileiro da Obesidade
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Nome da publicação: Changes in the frequency of food orders and food choices on meal delivery apps during the COVID-19 pandemic in a Brazilian metropolitan region
Autores: Laís Vargas Botelho, Daniela Silva Canella, Dayan Carvalho Ramos Salles De Carvalho, Paula Martins Horta, Maria Eduarda Ribeiro José, Leonardo Soares Bastos, Letícia De Oliveira Cardoso
Fuente: BMC Public Health
Publicado en: 2025
Tipo de archivo: Artigo de periódico
Tipo de estudio: Estudo observacional
The rise of the digital food environment, especially through meal delivery apps, reshapes food consumption habits amid convenience- and pandemic-driven changes. We aimed to describe changes in both frequency of food purchase and food choices made in meal delivery apps during the COVID-19 pandemic. Such platforms were mainly used to buy meals based on ultra-processed foods at both moments, even among people who also used them to purchase healthy options.
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A transformação acelerada no ambiente alimentar digital com a expansão dos aplicativos de entrega de refeições durante a pandemia de COVID-19, por conta do isolamento social e do fechamento de estabelecimentos afetou a saúde pública. Essas plataformas ampliam o acesso a alimentos ultraprocessados, moldam escolhas alimentares e tendem a reforçar padrões pouco saudáveis.
Descrever as mudanças na frequência de compras e nos tipos de alimentos e bebidas pedidos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro por meio de aplicativos de entrega antes e durante a primeira onda da pandemia.
O artigo analisa dados de 986 adultos entre maio e setembro de 2020 (antes e durante a primeira onda da COVID-19), com intuito de buscar como a pandemia mudou o uso de aplicativos de entrega e as escolhas alimentares segundo a classificação NOVA e o Guia Alimentar. O uso regular dos apps (ao menos uma vez por semana), aumentou de 60% para 62,4%, com uma predominância dos ultraprocessados (fast food e refrigerantes) e as opções saudáveis sendo pouco solicitadas e, mesmo quando incluídas, coexistiam com escolhas não saudáveis. Alguns usuários de consumo ocasionais passaram a fazer uso regular, com pedidos de refeições tradicionais, proteínas animais e sobremesas, mantendo o consumo elevado de ultraprocessados e, em parte dos casos, adicionando bebidas alcoólicas, indicando o aumento do consumo abusivo de álcool durante períodos de restrição social. Sendo eles, jovens e adultos de meia-idade que viviam com parceiros e filhos e que, durante a pandemia, acumularam responsabilidades domésticas, trabalho remoto e acompanhamento das atividades escolares. Já os 22% dos usuários que reduziram o uso, passaram a pedir menos fast food, refrigerantes e refeições tradicionais, mas mantiveram ou aumentaram pedidos de pratos com proteína animal. Indicando que, ao usar o serviço de forma esporádica, priorizavam itens que não cozinhavam em casa, priorizando o preparo doméstico e são sobretudo idosos, pessoas com pior autopercepção de saúde e indivíduos com obesidade possivelmente motivados pelo medo de contaminação por embalagens ou contato com entregadores. O estudo conclui que a expansão dos aplicativos durante a pandemia expôs importantes lacunas regulatórias, os mecanismos de publicidade digital, cupons de desconto, ofertas de frete grátis e a ausência de informações nutricionais tornam o ambiente digital favorável ao consumo de ultraprocessados.